Relatório de Impacto Ambiental da Rio Grande Mineração S.A. (Projeto Retiro)

Analise criticamente as notícias divulgadas, acesse o Cadastro de Ocorrências no site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br/cadastro-ocorrencias) e manifeste sua posição sobre a atuação da Rio Grande Mineração S.A. em São José do Norte-RS.

domingo, 26 de julho de 2015

Nota do Grupo de Agroecologia ECONORTE em relação ao projeto de mineração para são José do Norte.


   Nós do Grupo de Agroecologia ECONORTE viemos através deste manifestar nossa posição contraria ao projeto de mineração denominado Projeto Retiro, por entendermos que qualquer projeto de exploração de recursos não renováveis é prejudicial não só a Natureza como também as comunidades, frágeis a qualquer interferência que resulte em impactos negativos.
   Já sofremos processo de desaculturação consequente aos impactos das monoculturas de pinus assim como poucos estímulos, investimentos e valorização as culturas diversificadas e orgânicas, auto-sustentáveis por excelência, peculiar ao modelo de agricultura familiar, resultando assim em um franco processo de êxodo rural nas últimas décadas. Precisamos recuperar nosso território e não degradá-lo ainda mais. Pois primeiro permite-se a degradação do território para depois entrega-lo para empreendimentos de procedência escusa.
   Apesar dos impactos pouco avaliados e escamoteados por seus conhecedores, acreditamos que tais empreendimentos potencializam o esvaziamento dos campos, e por assim dizer, defendemos a ideia de que não devemos permitir que sejam feitos rasgos no sentido geográfico, biológico e cultural no nosso município, haja visto que em crises mundiais os municípios que produzem alimentos são os que menos sentem. Aceitar tais empreendimentos seria, para nós, decretar a nossa extinção. Não acreditamos neste tipo de “progresso”.
     Nós da Agroecologia acreditamos que Progresso Sustentável somente pode se dar com saúde nas mesas e nos campos, principal fonte de desenvolvimento social.



Grupo de Agroecologia ECONORTE

São José do Norte, fevereiro de 2015.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Manifesto em prol do Pampa Nortense


 O QUE ESTAMOS FAZENDO COM AS NOSSAS TERRAS AGRICULTÁVEIS?
        
Segundo os entendidos, o município que não produzir alimentos no futuro não sobreviverá no decorrer das crises vindouras. Não é preciso ser nenhum cientista para constatar que o capitalismo entra em periódicas crises e que São José do Norte é pouco planejado neste sentido, fala-se muito na industrialização e no bum econômico momentâneo, mas não existe nenhuma vontade política real para salvaguardar nossos campos para a produção de alimentos.

É PRIMORDIAL A PRESERVAÇÃO DAS NOSSAS TERRAS, PARA OS QUE HERDAREM TEREM CONDIÇÕES DE EXTRAÍREM SUSTENTO. MINERAÇÃO E SILVICULTURA É TERRA PERDIDA.

sábado, 31 de março de 2012

A demolição da ecosfera

   (...)"Estas concepções desenvolvimentistas são muito recentes,surgiram após a guerra de 1939-45, mas decorrem do dogma fundamental que postula a necessidade de "crescimento" ilimitado. Produção, consumo e população não podem parar de crescer. Queremos consumo material individual crescente para uma população igualmente crescente. "Progresso", nesses termos, implica a substituição gradativa e mesmo na substituição total da ECOSFERA PELA TECNOSFERA, isto é, a substituição de tudo que é natural por algo de artificial.Enquanto durarem estas concepções não poremos fim a demolição da primeira na ânsia de construirmos a segunda. Não nos damos conta que, da mesma maneira que o catavento necessita do vento, a Tecnosfera vive da Ecosfera .O vento pode existir sem catavento,o inverso é absurdo".

  (...) ''NUNCA DURANTE OS MAIS DE TRÊS BILHÕES DE ANOS DA HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO, SOFREU A VIDA DESGASTES TÃO VIOLENTOS E GENERALIZADOS QUE OS QUE HOJE TESTEMUNHAMOS''.
     Trechos do capítulo "A religião do progresso" do livro "Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro" de José A. Lutzenberger.  Editora Movimento, POA-RS, 1976. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Esquema da "guerra no campo"

AGRICULTURA FAMILIAR.............Vs.............AGRONEGÓCIO

Agricultores............................................vs.............Empresários.

Proporciona vida digna............................vs............Explora ou expulsa
aos trabalhadores.                                                         os pobres.

Produção para a......................................vs...........Produção para a
alimentação da população.                                       exportação.

Muitos empregos.....................................vs...........Poucos,insalubres e
dignos e saudáveis.                                                desaculturadores
                                                                                    empregos.

Preserva a estrutura.................................vs...........Desestruturação
sócio-cultural (famílias,                                          sócio-cultural.
hábitos,costumes,tradições...).

Reparte a renda.........................................vs........Concentra renda
                                                                           (imensos lucros aos
                                                                                 poderosos).

Uso auto-sustentável..............................vs............Esgota as riquezas
das riquezas naturais                                            naturais, acabam com
(ar,águas,solos,flora e                                             o meio-ambiente.
fauna),preservam o
meio-ambiente.                                                      

Famílias no campo...................................vs..........Provoca êxodo
                                                                                     rural.
                                                                          
       Fonte: GPAN-Grupo de preservação ambiental nortense.
                  (sem autorização).                                                         

Síntese esquemática da economia nortense

Síntese esquemática da economia nortense

In Dubio Pro Natura

In Dubio Pro Natura

Mineração II- I

Mineração II- I

Mineração II- II

Mineração II- II