Este é um espaço de divulgação e discussão de informações sobre os processos de degradação ambiental em São José do Norte (RS).
Relatório de Impacto Ambiental da Rio Grande Mineração S.A. (Projeto Retiro)
Leia o RIMA do Projeto Retiro aqui: http://www.rgminer.com.br/wp-content/uploads/2014/09/rgm-2014-07-03-BAIXA.pdf
Analise criticamente as notícias divulgadas, acesse o Cadastro de Ocorrências no site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br/cadastro-ocorrencias) e manifeste sua posição sobre a atuação da Rio Grande Mineração S.A. em São José do Norte-RS.
sábado, 18 de março de 2017
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
CRIMES AMBIENTAIS CONTINUADOS
DESERTOS PLANTADOS
O
nexo causal entre as MATAS DE PINUS e o ÊXODO POPULACIONAL RURAL é evidente.
Enormes contingentes populacionais deslocaram-se, principalmente para as áreas
periféricas da cidade, com consequências que estão à mostra, fugindo dos
desertos verdes que, ainda hoje, proliferam-se plantados e desordenadamente.
Sem
estrada facilmente transitável, sem energia elétrica, as matas sendo plantadas
por todo o lado, a cebolicultura em baixa, escolas sendo fechadas... quer dizer, instalaram um sistema que durante certo tempo, expulsou fortemente o
povo agricultor dos campos.
Percebe-se
que matas foram plantadas calculadamente para os ventos espalharem sementes contaminando
as terras adjacentes. Nos matagais exóticos assim “surgidos” as máquinas abriam
estradas e isso já “formalizava” novas plantações. Por incrível que possa
parecer, até agora estão plantando pinus clandestinamente, apesar das Leis, dos
Órgãos responsáveis.
Os
prejuízos ambientais das silviculturas, “a olhos leigos” são calamitosos e
aguardam estudos sérios e profundos de especialistas para serem traduzidos
cientificamente. Além da questão social/econômica dramática, como é o êxodo
rural a problemática das ÁGUAS de superfície e subterrâneas, esgotadas ou
contaminadas. O extermínio/expulsão da FAUNA e FLORA NATIVAS. O fim de toda a
vida onde as matas desenvolvem-se é algo impactante... milhares e milhares de
hectares com pinus e palha... vazios,
silenciosos, mortos.
Perto
de Torres Comunidades de Índios Guaranis, inclusive com recursos estrangeiros,
lutam arduamente a fim de recuperarem cerca de oitenta hectares de terras
DESERTIFICADAS pelas plantações de espécies exóticas. Imaginem os valores para
restaurar todos os campos de SJN ocupados com pinus, pelas Leis vigentes, cabe
aos proprietários segundo o princípio POLUIDOR-PAGADOR.
Diante
da urgência e gravidade dos fatos as autoridades pertinentes devem tomar as
decisões que, no mínimo, indiquem um possível FUTURO RESTAURADOR.
PANS & ZANS
Zeladores &
Protetoras Ambientais Nortenses. SJN- set. de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
O IDEAL
INDUSTRIALISTA E A DILAPIDAÇÃO DA BOA E VELHA SÃO JOSÉ DO NORTE
Sabemos
a importância da indústria no mundo atual e não é possível negar isto, o que é
questionável é a forma na qual é planejada e gerida, que está debruçada na
lógica da destruição e do lucro imediato, custe o que custar, processo este que
já deu mostras aqui na região de que não
é sustentável, demagogicamente falam em empregos, mas também já é visto que
o capital quando se interessa por uma região não se compromete em ficar para
sempre.
O
ideal industrialista exaltado como redenção tornou-se senso comum no meio
político e a sociedade organizada, não se vê contraponto, apesar de ele existir
quase que imperceptivelmente, São
José do Norte já perdeu sua maior característica que é a tranquilidade e o que
era para “desenvolver” até agora não “desenvolveu” e provavelmente continuará
assim, possivelmente irá piorar.
São
José do Norte em seus tempos áureos produzia alimentos não dependia de
indústrias sujas, de monoculturas de desertos verdes, de minerações a céu
aberto e etc.; os formadores de opinião, os menestréis do industrialismo, sempre
rotularam qualquer ponto de vista divergente ou de defesa do patrimônio natural
como inimigos de São José do Norte, “os que não querem o progresso” defendendo assim
os interesses dos entreguistas, oportunistas, imperialistas...
As verdadeiras fontes de riqueza,
prosperidade e identidade de um povo estão ligadas a terra, o
que se vê são comunidades enfraquecidas, falta de políticas para a fixação das
populações do campo, o medo do desemprego e da violência frutos deste processo.
Assim
são as gestões que a população elege, será que sabem? A quem foi ensinado
refletir sobre a lógica do sistema e seus agentes? Fica então uma pergunta no
ar para os nossos políticos: DEPOIS DA SILVICULTURA, DEPOIS DO POLO NAVAL ESTABELECIDO,
DEPOIS DA MINERAÇÃO E OUTROS, O QUE RESTARÁ??
TEMOS QUE NOS
OPOR A QUALQUER FORMA DE EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS
Zeladores & Protetoras
Ambiental Nortenses
Ambiental Nortenses
sábado, 10 de setembro de 2016
A dança das cadeiras (As
eleições)
São
José do Norte sempre esteve nas mãos de pessoas que desconsideram as gerações futuras,
pensam somente no momento, logo pensam somente em si, em suas próprias
biografias, vivem a pleitear a entrega do território ao voraz capitalismo, é
uma correria para ver quem vira nome de rua ou placa em menção ao “grande
feito” (pois se acham heróis), nem que seja em detrimento do futuro dos
próprios filhos (e também dos filhos dos outros). Para estes políticos tanto
faz se o município será engolido por monoculturas de pinus, por terríveis
crateras provocadas por mineração a céu aberto, ter nossas águas e o ar comprometidos
com as fazes da celulose e outros... Tudo
o que não é aceito em legislações ambientais que se prezem, pois estes não
acreditam numa lei de causa e efeito, implementam uma política
espúria e cínica, cheias de maquiagem, como se o município não tivesse potencialidades para uma
auto-sustentabilidade. AQUI EM SÃO JOSÉ DO NORTE NÃO SE VÊ DEBATE POLÍTICO, O
QUE SE VÊ É DANÇA DAS CADEIRAS!
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
CHORANDO E APRENDENDO COM MARIANA
Luiz Freitas da Conceição*
Motivos para chorar há!
Morreram sufocados, soterrados, amassados, dilacerados gentes,
bichos, plantas. Trabalhadores, moradores, animais domésticos, fauna e flora,
todos na trajetória do lodo, da imprevidência, do descaso, na trajetória da
ganância, do lucro fácil...
Acabaram com tudo, até com a sagrada e cada vez mais preciosa água
potável. O rio de doce/piscoso a amargo/venenoso num piscar... ou fechar de
olhos dos responsáveis? Pois estavam cientificamente calculados, devidamente
licenciados, perícias, laudos garantiam... agora os pesadelos, gritos,
turbilhões de lama contaminados, insônias e lembranças, lágrimas e
arrependimentos, saudades...
Minerar será permissão para assassinar nosso Meio Ambiente (rico,
frágil, original e já muito agredido com plantações de pinus), assassinar a
Agricultura Familiar, a Pesca Artesanal, o Potencial Turístico, enfim, é acabar
com o modo de vida da população nortense, seu ritmo, cultura... assassinar a
nós todos, aos poucos, nos tirando qualidade de vida.
Colocar empreendimento que carregue, em sua essência, alto risco à
integridade individual e/ou coletiva, no seio de comunidades de agricultores e
pescadores é CRIME DE LESA PÁTRIA.
Comunidades esclarecidas não caem em “canto de sereia” de
empreendedores e aliados que, através de projetos com enorme nível de agressão
ambiental, oferecem “salvação” escondendo os perigos, os danos, as
desvantagens.
Mineradora em São José do Norte é atraso, é andar contrário ao movimento
planetário de PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS AMBIENTAIS, pois já estamos frente a
calamidades que iniciam uma série de transformações climáticas-ambientais, que
levarão a caminhos ainda não conhecidos.
A palavra de ordem é PRESERVAR, exploração possível somente com
SUSTENTABILIDADE, que não é o caso de mineração a céu aberto. Mariana com sua
tragédia trouxe à luz métodos, práticas, irresponsabilidades, ética de um
segmento que não tem exemplo a mostrar de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
Defender os recursos naturais e a nossa terra: eis a lição que
devemos aprender com a destruição em mariana.
*Professor de História
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Síntese esquemática da economia nortense
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Mineração II- I
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