Relatório de Impacto Ambiental da Rio Grande Mineração S.A. (Projeto Retiro)

Analise criticamente as notícias divulgadas, acesse o Cadastro de Ocorrências no site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br/cadastro-ocorrencias) e manifeste sua posição sobre a atuação da Rio Grande Mineração S.A. em São José do Norte-RS.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CHORANDO E APRENDENDO COM MARIANA
Luiz Freitas da Conceição*
      Motivos para chorar há!
   Morreram sufocados, soterrados, amassados, dilacerados gentes, bichos, plantas. Trabalhadores, moradores, animais domésticos, fauna e flora, todos na trajetória do lodo, da imprevidência, do descaso, na trajetória da ganância, do lucro fácil...
      Acabaram com tudo, até com a sagrada e cada vez mais preciosa água potável. O rio de doce/piscoso a amargo/venenoso num piscar... ou fechar de olhos dos responsáveis? Pois estavam cientificamente calculados, devidamente licenciados, perícias, laudos garantiam... agora os pesadelos, gritos, turbilhões de lama contaminados, insônias e lembranças, lágrimas e arrependimentos, saudades...
      Minerar será permissão para assassinar nosso Meio Ambiente (rico, frágil, original e já muito agredido com plantações de pinus), assassinar a Agricultura Familiar, a Pesca Artesanal, o Potencial Turístico, enfim, é acabar com o modo de vida da população nortense, seu ritmo, cultura... assassinar a nós todos, aos poucos, nos tirando qualidade de vida.
     Colocar empreendimento que carregue, em sua essência, alto risco à integridade individual e/ou coletiva, no seio de comunidades de agricultores e pescadores é CRIME DE LESA PÁTRIA.
     Comunidades esclarecidas não caem em “canto de sereia” de empreendedores e aliados que, através de projetos com enorme nível de agressão ambiental, oferecem “salvação” escondendo os perigos, os danos, as desvantagens.
Mineradora em São José do Norte é atraso, é andar contrário ao movimento planetário de PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS AMBIENTAIS, pois já estamos frente a calamidades que iniciam uma série de transformações climáticas-ambientais, que levarão a caminhos ainda não conhecidos.
      A palavra de ordem é PRESERVAR, exploração possível somente com SUSTENTABILIDADE, que não é o caso de mineração a céu aberto. Mariana com sua tragédia trouxe à luz métodos, práticas, irresponsabilidades, ética de um segmento que não tem exemplo a mostrar de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
    Defender os recursos naturais e a nossa terra: eis a lição que devemos aprender com a destruição em mariana.

*Professor de História


domingo, 31 de julho de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O túnel da ponte do “progresso”
                                       Por Cléberson Milão

Ouve-se muito falar em uma tal ligação a seco entre São José do Norte e Rio Grande, falam em ponte ou um túnel submerso que ligará as duas cidades, também em fábricas de celulose, mineração, porto... escuta-se isto quase que diariamente na mídia, nos palanques e em muitos lugares, como chatíssimos e infindáveis ritornelos, com frases enfadonhas que há décadas vem sendo cantado, ao mesmo tempo se escuta dizer que as estradas asfaltadas, a ponte (ou um túnel) serão para todos.  
Chega ser lastimável ver como se desdobra este discurso que atravessa as bocas dos fascinados, assim como os protagonistas do exibicionismo sofista em cima destes assuntos (carreiristas profissionais, “intelectuais” narcisistas, alpinistas sociais, psicopatas e outros) sem falar nos eventos acerca disto (nos quais tive o prazer de não ir)... longe de fazer piada sobre o assunto, haja vista que acho este processo triste, só tenho uma coisa a dizer: Ridículos! O que fazem é de tornarem-se instrumento para colocar na cadeia da destruição tudo que botam o olho. Hipócritas, exaltam uma São José do Norte histórica com um discurso de amor saudosista mesquinho e pleiteiam a dilapidação da mesma! ...“Indústrias”, “indústrias”... seu amor pela cidade é tão hipócrita que reclamam até mesmo das leis que protegem a arquitetura histórica da cidade e dos grupos de preservação ambiental.
O “progresso” bem como suas vias (ponte, túnel, estrada, porto...) tornou-se um conceito unilateral, um dogma não passível a interpretações que destoam da lógica do dinheiro ou do Ethos do mundo consumista-tecnocrático, bem como seu título de mui heroica villa*, que me parece que fada esta comunidade a um perene reacionarismo...

Se bem que este título de “mui heroica” poderia ser usado para insuflar uma brava resistência frente aos processos de destruição da cultura imaterial e ambiental...

 


Do livro Ensaios de Natureza Psi e crônicas nortenses (no prelo).


*São José do Norte ganhou o título de Mui Heróica Villa por ter resistido a tomada da cidade pelo exército farroupilha. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Mineradora e aliados usam todos os meios para "invadir" São José do Norte.
PROMETEM MUNDOS E FUNDOS.
Tome Atitude- É o Ar,as Águas, as Terras, os Animais, as Plantas...TUDO SERÁ ATACADO!
PRECISAMOS ORGANIZAR UMA MANIFESTAÇÃO POPULAR RIO GRANDE E SÃO JOSÉ DO NORTE!
LEMBREM-SE DE MARIANA!



Síntese esquemática da economia nortense

Síntese esquemática da economia nortense

In Dubio Pro Natura

In Dubio Pro Natura

Mineração II- I

Mineração II- I

Mineração II- II

Mineração II- II